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5 de agosto de 2010

A sós.



Hoje tive outro papo legal que me fez vir escrever aqui. Estava louco de vontade de ir pra balada (detalhe que hoje é quinta feira). Eu sei que boa parte dos meus amigos trabalha na sexta e entendo aqueles que não tem pique pra sair, dormir pouco e acordar bem disposto pra trabalhar (eu mesmo seria assim). Mas alguns também não tem o que fazer amanhã, ao menos pela manhã. O que se passa é que quase que a totalidade da minha turma de amigos é composta de casais, eu mesmo "era um casal" até pouco tempo. Mas como é difícil se arrumar companhia quando se está só né? Eu depois de insistir com praticamente todos pra irmos dá uma "passada" na balada... recebi "não" de todo mundo. Primeiro pensei: Eu tô precisando de novos amigos! hahaha eu sei que isso é lenda na minha vida. Anyway, depois comecei a ficar com raiva porque ninguém queria ceder e sair comigo!! Obviamente alguns amigos me chamaram pra um programa light... não fui!! Não queria ir e também não queria ceder.
Depois batendo um papo com uma amiga ela me lembrou de algo: Que as pessoas nunca perceberiam que eu não iria sair com elas porque estava com raiva e que provavelmente só eu deixaria de curtir a minha "noite de quinta".
Então resolvi vir escrever sobre a dificuldade de ser sozinho, quero dizer, de se reconhecer sozinho e lidar bem com isso. Acho que é por isso que nos apaixonamos, pra não estarmos sozinhos, pra termos com quem contar, com quem dividir, com quem construir algo juntos.
É complicado se entregar, ou esperar algo de qualquer pessoa que seja. Mas não esperar nada de ninguém é mais ainda. Não contar com ninguém é lamentável.
Estou só, eu sei, e acho que no fundo sempre estarei. Sou uma pessoa solitária, mas não completamente. Quero que me sintam de alguma forma. Quero que as pessoas se preocupem, se importem, gostem, desgostem... Só não quero passar despercebido. Esquecido.
Meu grande aprendizado vai ser me importar com quem valha a pena e deixar que as pessoas certas se importem comigo. De uma forma natural, de uma forma pura. Acreditar que eu tenho a mesma capacidade de ser amado que de amar. E simplesmente parar de pensar e racionalizar todas as relações ao menos uma vez.